sábado, 30 de abril de 2016

vertigens 6 e 7



vertigem 7

quero dizer apenas
que não vale a pena
só te ver de longe
na fotografia

e pensar teu nome
para poesia

quero tocar teus poros
conhecer a pele
radiografar teus pelos
ser teu dia a dia


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vertigem 6

dessa vertigem
sobrou a rima
que é prima da palavra/imagem
V(l)ER na plataforma do sentido
o objeto do desejo
onde vai ser o beijo
no instante dardo
quando o bardo
dilacera toda fibra
toda tripa do estômago
sem válvula de escape
o índio e seu tacape
dentro a Oca fêmea
na palavra gêmea
que o gozo assume
como um vagalume
jorra a língua lume
sobre a pele impune
pode ser tapume
a carne que me aquece
ou faca de dois gumes
se eu esquecer o nome
é ela quem me esquece

Artur Gomes II
www.fulinaimicas2.blogspot.com




sagarânica

desejar-te
é uma arte
que cultivo 
planta

quando canta
ou cala
quando fala
ou ri

desejar-te
é uma parte
que de mim
re-parte
parati

Artur Gomes 



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