segunda-feira, 27 de junho de 2016

delírica


poétika morábilis 2
para Dandhara Juddi

escrever um poema
as vezes custa muito
outras vezes custa nada
ou pode custar tudo
se ele vem como um cavalo
em disparada
pelas luas da noite
ou estrelas da madrugada

mas é preciso sempre
soltar as rédeas desse  cavalo
na retina dos olhos das aquarelas
para não deixá-lo trancado
em currais  cercas   cancelas




delírica passarinhada

como um bem-me-quer
pelos lençóis sagrados
em algum mistério da santicidade
todo segredo deve ser guardado
na folha ou fruto da semente santa
o que semeio minha alma canta
o que em teu corpo o coração depara
Dandhara linda arara rara
em que floresta ainda vou compor
meu canto livre pra tua pele clara
eu quero quero como um beija-flor

Artur Gomes

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