segunda-feira, 6 de junho de 2016

todo dia é Dia D poesia todo Dia



todo Dia é Dia D poesia todo Dia
com os dentes cravados na memória

dentes azuis mordem a tarde vermelha
numa manhã de chumbo

o automóvel corta a alameda
na direção contrária

dois olhos vestidos de lã

ela chega com 7 braços de seda
embrulha o corpo de músculos
atravessa para o outro lado

Santo André ainda mora no sonho
Alpharrábio - o registro da história

Piva já - já atravessou  para sempre
Itamar - já atravessou para sempre
Possidônio - já atravessou para sempre
Gamboa - já atravessou par sempre
                                                                   será?

a chuva sobre os cabelos com seus vestidos de linho

Silvia:  vou ao super mercado para um instante de vinho
Dlila: as meninas continuam crianças
nem sei por onde andam Jurema e Zhô Bertholini
Luzia continua criando a capa
para o livro que algum de nós ainda escreverá

Tarso nos trouxe o rito
no osso do mito - Uilcon
com os dentes cravados na memória
todo dia é dia D - poesia todo dia
no deserto da vertigem transitória

Artur Gomes

www.fulinaimicas.blogspot.com 

Um comentário:

  1. Falta a rima e a métrica de silabas, mas como poesia livre é linda!

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