domingo, 31 de julho de 2016

terra de santa cruz


terra de santa cruz
ao batizarem-te
deram-te o nome
:
pois a tua profissão
é abrir-te em camas
dar-te em ferro
ouro
prata
rios
peixes
minas
mata

deixar que os abutres
devorem-te na carne
o derradeiro verme



depois do GOLPE
o que já era previsto
:
Brasil esquartejado
e posto a venda
nos açougue do mercado


encontrar-te
cabelos ao vento
me provoca Arte
em tudo aquilo que invento


caranguejos explodem
mangues em pólvora



projeto foto poesia
Fulinaíma Multiprojetos
Artur Gomes - poesia fotografia
HannaMussi - fotografia arte final 
portalfulinaima@gmail.com
(22)99815-1266 - WhatSaap



domingo, 24 de julho de 2016

sob fios elétricos


sob fios elétricos
a vida por um fio



a eletricidade não falha
é um risco
nesta cidade de palha



revoada numa tarde cinza
enquanto da sacada
meu olho gótico TVia


projeto foto poesia
FULINAÍMA MultiProjetos
Artur Gomes - poesia fotografia
portalfulinaima@gmail.com

(22)99815-1266 - WhatSaap




sob fios elétricos


sob fios elétricos
a vida por um fio



a eletricidade não falha
é um risco
nesta cidade de palha



revoada numa tarde cinza
enquanto da sacada
meu olho gótico TVia


projeto foto poesia
FULINAÍMA MultiProjetos
Artur Gomes - poesia fotografia
portalfulinaima@gmail.com

(22)99815-1266 - WhatSaap




quarta-feira, 20 de julho de 2016

a traição das metáforas


pássaro sem teto acima do delírio
coração de porco crava no oco da noite
a faca cega punhas de cinco estrelas

na constelação do cão maior


sob as pedras a água escorre
cada vez mais longe de mim 


as vezes pergunto sim
as vezes respondo não
qual o sentido da folha
despetalada no chão? 


um feixe de luz
contra a parede das ruínas
nos  seios deste terra eu vi


projeto foto poesia
FULINAÍMA MultiProjetos
Artur Gomes - poesia fotografia
portalfulinaima@gmail.com
(22)99815-1266 - WhatSaap




agro negócio


em nome da produção de alimentos
os assassinos do planeta
se travestem em salvadores da pátria



qualquer palavra eu invento
na carnadura dos ossos
na escriDura do éter
na concretude do vento
na engrenagem da sílaba
vocabulário onde posso
dar nome próprio ao veneno
que tem o Agro Negócio


Imbé

sendo a dor o que me resta
do pulmão desta floresta
só me cabe erguer o grito
com a gana dos aflitos
antes que a morte faça festa



sagaraNAgem
a engrenagem
cada vez mais funda
onde nervo/osso
se encontra lá no fundo
cada vez mais poço



Gargaú

quem tem sangue na veia
nem guaiamum nem caranguejo
mas também sente essa dor
na salivado desejo
em tua língua meu amor
e que a lama desse mangue
possa parir alguma flor


projeto foto poesia
FULINAÍMA MultiProjetos
Artur Gomes - poesia fotografia
portalfulinaima@gmail.com

(22)99815-1266 0 WhatSaap