segunda-feira, 17 de outubro de 2016

poÉtikas


jura secreta 3

fosse essa jura  sagrada
como uma boda de sangue
às 5 horas da tarde

a cara triste da morte
como uma faca de dois gumes
naquela nova granada

e Federico Garcia Lorca
naquela  noite de Espanha
não escrevesse mais nada

 



arrisco
meus dedos e dados
nos lances mais atrevidos
nas portas do inesperado
dos nossos sextos sentidos
por tudo que é proibido
e ainda não concretizado


os lápis traçam suas trilhas
trançam telas
sedução para os olhos
de quem chega
transitam
entre a pulsação das cores
e o traçado que seu corpo agita
para que o olhar
não saia
das suas mãos de tintas


Artur Gomes
foto.poesia
FULINAIMAGEM

http://artur-gomes.tumblr.com 



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